Da São Remo para o mundo
- 7 de set. de 2022
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Atualizado: 4 de nov. de 2022
Da comunidade de São Remo, localizada na Zona Oeste de São Paulo, o dançarino, professor e coreógrafo Everson Magnavita dirige um projeto social voltado à inserção jovem periférica.
Em 1999 criou o grupo Cybernétikos, este que está entre os quinze melhores do mundo, o único ainda existente no Brasil após duas décadas, e com dez anos de representatividade no mundial de Hip-Hop nos Estados Unidos. Em 2016 surgiu o Instituto de Desenvolvimento Cultural e Social Cybernétikos, distinto ao projeto desenvolvido em 1999, mas com a intenção de repassar os mesmos valores que se desenvolveram a partir do Grupo Cybernétikos. Convivendo com a necessidade local do bairro, a intenção é oferecer artisticamente algo para os jovens e as crianças. Sem ser nomeada como escola de dança, pois vai muito além disso, sendo lecionado desde o desenvolvimento da disciplina até a importância de ajudar o próximo. Com o objetivo de atendimento nas comunidades que têm a necessidade de possuírem uma atividade cultural e gratuita, visto que essa oportunidade não chega na periferia. Atualmente o instituto atende quatrocentos jovens e crianças, utilizando a dança como atrativo, mas o propósito é viabilizar o desenvolvimento social, o aprendizado de convívio com culturas diferentes e a importância do respeito pelo próximo.
A construção da cultura partindo desse acontecimento, através do convívio social, o que cada ser humano representa, e como suas raízes construíram esse ser. Com isso sucede-se o desenvolvimento cultural, com o princípio que cada pessoa simboliza sua origem e o que busca repassar. O desenvolvimento social constitui o decorrer do momento que se aprende com o diferente, em que é possível absorver valores de outras pessoas. Valorizando além da dança e os desenvolvimentos, é a exaltação das raízes e a identidade de cada um. Além disso, é a percepção que existe um universo fora das dificuldades, e em como todos podem sonhar e com isso, alcançar seus objetivos.
“A primeira coisa é mostrar que eles têm uma oportunidade melhor, porque eles não estão naquele lugar de se sentirem inferiores ao próximo, aqui você pode e consegue. Tem crianças que entram e não tem vontade de viver, passam três meses elas estão querendo ganhar o mundo. ” Afirma Everson.
Sem o apoio do Estado e órgãos públicos, o instituto se mantém através do apoio dos pais, e consideram essa colaboração a maior riqueza que possuem, e cada um ajuda da maneira que é possível.
Foto de capa: Reprodução/Facebook.


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