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Conheça a Batalha da Juventude

  • 15 de out. de 2022
  • 3 min de leitura

Atualizado: 4 de nov. de 2022

Todas as segundas-feiras, desde julho deste ano, acontece a Batalha da Juventude (@batalhadajuve) no Hall de Entrada do Centro Cultural da Juventude Ruth Cardoso, localizado na Avenida Deputado Emílio Carlos, 364, Zona Norte de São Paulo. A Batalha surgiu com o intuito de dar visibilidade para jovens que gostam de rimar e não possuíam um espaço adequado para isso, com o objetivo de deixar cada um testar suas rimas e absorver a energia de estar em uma competição. Também oferecem cem reais ao ganhador e o certificado impresso com o nome de todos participantes, o mesmo é escolhido após uma votação.

Thyago, um dos organizadores responsáveis pela realização do evento, relata como desenvolveu o projeto: “A ideia de fazer a Batalha surgiu vendo uma carência na nossa comunidade lá, e vendo a oportunidade de estar semanalmente fazendo um trabalho constante no CCJ."

O evento se inicia às 19:00 e vai até às 22:00, horário em que o Centro Cultural também encerra suas atividades. Possui um canal no Youtube para a divulgação das competições, Batalha da Juventude. A participação não é exclusiva para MCs, apesar de confirmarem pelo menos oito antes da realização do evento, sendo assim qualquer pessoa que se interessar pode inserir o nome na lista, 30 minutos antes do inicio, após fazerem um sorteio são selecionados os que irão competir, com isso acabam se introduzindo no ambiente e sendo acolhidos pela equipe.

“Bom, se a pessoa for um MC, eu convenceria ela a participar dizendo que ela vai estar ali expondo todo o potencial dela, ela vai estar mostrando pra galera o trabalho dela, vai estar divulgando o trabalho dela, vai estar mostrando o que essa pessoa gosta de falar, gosta de fazer, gosta de mostrar pra galera.. Já o contrário uma pessoa assistir uma Batalha de Rima, eu convidaria ela pra assistir porque ela vai achar muito interessante, ela vai achar que os MCs têm um potencial muito grande quando ela vê a pessoa rimando, quando ela vê a pessoa ali em frações de segundos criando uma rima engraçada, fazendo um questionamento da sociedade.”

As dificuldades enfrentadas por Thyago e sua equipe variam, não possuem patrocinadores, assim impossibilitando um desempenho e investimento maior, o estabelecimento de uma equipe comprometida é algo que também indicou como uma das problemáticas que convivem, o local possuir a infraestrutura básica para receber o evento, como banheiros e bebedouros, mas o principal quesito é o preconceito.

“A galera olha a gente com olhos tortos, acha que a gente tá ali na vagabundagem, não entende como um trabalho, não entende como uma vitrine para um MC, pra um artista estar mostrando seu trabalho. Então a galera não entende isso e a gente sofre muito preconceito, até mesmo com muitas denúncias, eles denunciam a gente pra polícia e a polícia vai lá e vê que a gente não tá fazendo nada de errado.”

Apesar de terem que lidar com esses problemas, tanto Thyago e os outros organizadores, quanto os participantes se empenham para entregar a mensagem da Batalha: a verdade nua e crua. Além de estarem dando a oportunidade de MCs pouco conhecidos possuírem um lugar para expor seus ideais, mas sem ofender ninguém e sabendo respeitar a todos.

A exposição desse espaço é essencial para alcançar cada vez mais pessoas para dentro da cultura periférica, assim podendo desmistificar aos poucos que nem tudo o que acontece dentro desse espaço é ruim, e também o posicionamento da própria realidade, como se sentem lidando com os acontecimentos diários que envolvem esses jovens.



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Foto de capa: Reprodução/Instagram

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